segunda-feira, novembro 13, 2006
domingo, setembro 10, 2006
A sua rede doméstica sem fio está vulnerável?
Quando você deixa a sua rede sem fio desprotegida, é como se deixasse uma porta aberta para vizinhos bisbilhoteiros—ou pior—para invasores móveis mal-intencionados que procuram por redes sem fio para invadi-las, uma atividade conhecida como wardriving.
Os seus vizinhos podem usar sua rede sem fio?
O que é "wardriving"?
Dicas para ajudar a proteger sua rede sem fio
domingo, julho 23, 2006
Falar com as plantas ajuda elas a crescer?
Will Talking to Your Plants Help Them Grow?
Yes. “Chatting up your plants means that you’re breathing carbon dioxide on them. Plants absorb that carbon dioxide during photosynthesis to make food for themselves,” says Sydney Eddison, a lifelong gardener. But the obvious reason is this: “A plant that’s talked to is simply a plant that’s paid attention to,” says Eddison. “If you’re talking to a plant, you are most certainly aware of its condition.”
sexta-feira, junho 23, 2006
Existe versão saudável de workaholic
VERÔNICA FRAIDENRAICH
FREE-LANCE PARA A FOLHA
Jornadas intermináveis de trabalho e tempo escasso para lazer e descanso. Rotina típica de workaholic, certo? Não, pode tratar-se do oposto: rotina de worklover. O conceito foi criado pelo psicólogo Wanderley Codo, coordenador do Laboratório de Psicologia do Trabalho da Universidade de Brasília, que identifica uma fartura de worklovers no Brasil -de executivos a encanadores. Leia a entrevista.
Folha - Em que o senhor se baseou para desenvolver o conceito de worklover?
Wanderley Codo - Esse termo vem sendo construído a partir das pesquisas que temos feito desde 1979. Sempre que fazemos o diagnóstico do trabalho, encontramos pessoas extremamente apaixonadas pelo que fazem. Mas foi há cerca de dois anos que passamos a usar o termo em contraposição a workaholic e também como uma crítica a ele, porque o que começou a ser difundido é que qualquer pessoa que trabalhasse muito era um viciado e a gente apostava que não. Há quem, simplesmente, goste muito do trabalho, inclusive daqueles considerados chatos, e que não é viciado nem usa o trabalho como um meio para fugir da vida, mas é uma pessoa com uma vida afetiva regular e satisfatória.
Folha - Como definir o worklover?
Codo - Uma pessoa que pode perceber o poder de transformação de si mesmo e do mundo que o trabalho tem. Deus criou o mundo à sua imagem e semelhança, e cada homem vê o mundo à sua imagem e semelhança. O trabalho é que permite isso. O trabalho do marceneiro faz com que se transformem árvores em mesas e, ao fazer mesas, o profissional muda o mundo e muda você também. Quando você se senta à mesa, você deve um tributo ao marceneiro. Quer achar fácil um worklover? Pergunte para alguém o que faria se ganhasse na loteria. A pessoa dirá que viajaria, compraria carro, mas que continuaria trabalhando exatamente naquilo que trabalha.
Folha - Há profissões mais propensas à existência de worklovers?
Codo - As que são menos alienadas, nas quais o indivíduo é capaz de saber o significado de seu trabalho. Professores, cientistas, artistas, jornalistas, executivos ou biscateiros, como pedreiros e encanadores. Um encanador que não trabalhe dentro de fábrica é uma pessoa que tem conhecimento e controle do processo. Ao ser chamado para resolver um cano entupido, por exemplo, saberá detectar o problema, fazer o diagnóstico e resolvê-lo. Assim ele deixa você feliz e o transforma. Se esse encanador tiver uma relação alienada com o trabalho, na obra de um prédio, por exemplo, ganhando um salário de R$ 300 e simplesmente obedecendo a ordens sem entender o motivo, ele terá dificuldade de se conscientizar da transformação que está realizando. Ele faz a transformação, quer queira, quer não, mas precisa ter alguma consciência.
Folha - Há worklovers em trabalhos mecânicos?
Codo - Sim. Muitas vezes o trabalhador tem uma consciência mágica: estou colocando este cano aqui porque preciso sofrer para ir para o céu. É uma alienação. É uma saída mágica que ele encontrou e que, de alguma forma, o realiza. São casos mais raros, mas acontecem. Da mesma forma, você pode encontrar alguém que fica apertando o mesmo parafuso oito horas por dia e ama esse trabalho. Fazer tricô, por exemplo, é rotineiro, sempre o mesmo movimento, no entanto, é muito criativo e prazeroso. A pessoa quer dar um presente para o neto. É bonito isso, porque ela transmite o afeto para o outro por meio do produto do seu trabalho. Ao escrever uma reportagem, você está, de certa forma, transmitindo afeto para a humanidade -pode ser afeto negativo, se você não gosta da humanidade.
Folha - Quais as diferenças entre os work-lovers e os workaholics?
Codo - Os dois trabalham demais, tendem a se envolver muito no que fazem. Na superfície são idênticos, mas, se você chega perto, as diferenças aparecem. No plano do significado, do sentido que o indivíduo tem do trabalho, a coisa é totalmente oposta. O workaholic trabalha porque não pode viver, não pode levar sua vida. O worklover trabalha porque gosta disso e pode, perfeitamente, gostar da mulher, de sexo, da vida dele fora do trabalho. Aliás, existem pesquisas mostrando que pessoas altamente dedicadas ao trabalho também são indisciplinadas com relação a ele. Não necessariamente chegam na hora, porque são pessoas que têm um vínculo com o trabalho de outro tipo. Eu tenho um pesquisador no laboratório que volta e meia não vem trabalhar de manhã. Pergunto por que e descubro que ele ficou no computador resolvendo um problema nosso até de madrugada no dia anterior. E o bom administrador sabe que esse cara está cuidando da vida e não fica cobrando horário.
Folha - No Brasil, há uma estimativa dos worklovers?
Codo - Por paradoxal que pareça, numa situação mais pobre economicamente, o trabalho se torna mais informal e, logo, menos alienado. Então há muita gente no Brasil que adora seu trabalho. É um dos povos que mais trabalham no mundo. A tendência, portanto, é afirmar que muitos brasileiros são felizes.
Folha - Qual a importância do trabalho para o homem?
Codo - É ele que nos constrói. É através dele que a gente olha no espelho e se reconhece. É algo muito prazeroso e, quando não é, alguma coisa está errada.
segunda-feira, maio 15, 2006
Red Hot Chilli Peppers
quarta-feira, abril 19, 2006
Celular do futuro

We don’t have any illusions about this product concept, but we sure wish it existed. The C’ALL future phone is a series of drawings and fanciful artwork by designer Dima Komissarov that envisions the all-in-one device that we’re craving, with a cellphone, MP3 player, GPS, hand-held Mac and PC, and everything else all crammed into a credit card-sized device. One of its most intriguing ideas is its chameleon-like credit card mag strip “player,” where you dial up your chosen credit card and it virtually turns into that card.
Part of us wants to believe this will actually exist sometime soon, while on the other hand, we’re thinking that with a little imagination and a lot of 3D software and hardware, anybody can draw pictures. What about the electronics that go into this thing to, ya know, actually make it work? They simply don’t exist yet. So we end up saying, so what?
domingo, março 12, 2006
O GORDO E O MAGRO, O SUJO E O LIMPO
A ciência não aceita nenhum postulado que não tenha base estatística. Se eu sou um número, logo você é um número também e nós existimos. Quando muito tolera que a teoria da complexidade, algorítmica, baseada em incidentes multifacetados e contínuos, seja algo a se ponderar. Assim, segue a vida, febril, e ninguém interdita a ciência até prova em contrário. Muita filosofia para nada? Então contemple o seguinte:
Desde que o pasteurismo legou ao mundo o princípio dos germes como ameaça externa ao corpo do homem, a pandemia contra a suposta sujeira ao nosso redor foi instaurada. Não é por acaso que na mesma época eclodia o ovo da era industrial, dando origem ao megapatolossontauro (bicho criado especialmente para esta crônica) conhecido nas esquinas como indústria farmacêutica. Esse bicho medonho é primo-irmão da indústria petroquímica que produz todas as embalagens e conteúdos limpadores ambientais, e corporais epidérmicos. O corporal mesodérmico, no meio da gente, é limpo pelos excrementos do megapatolossontauro. Dos remédios de “ação esperada” (as ações não esperadas são um “azar” do paciente) ao flúor, um resíduo de petróleo que a gente acredita passivamente que não seja cancerígeno.
Está muito escatológico? Fique tranqüilo, vai piorar.
Repare que há apenas aproximadamente 100 anos a mesa do homem é farta, isto é, a comida está acessível em cada birosca moderna. Antes disso ela era difícil de ser conseguida. Caçar, limpar a caça, arar a terra, plantar, esperar, colher, catar coquinho no mato. Imagine. Até para cozinhar não havia moleza. Hoje basta o apertar de teclas e pop! A pipoca, o arroz, o frango, o pernil estão prontos no microondas. E, além de farta, esta comida é milionária em valores calóricos, em gordura, em glicoses, e de uma série de sujeiras invisíveis. Não percebemos que nosso intestino continua com os aproximados 10 a 12 metros de sempre. Onde enfiar toda essa fartura? Como a máquina homem irá processar tudo isso na velocidade em que se come? Tem gente que engorda tanto que vai alterando geneticamente as gerações futuras da sua prole.
Enquanto isso, ao comprar produtos de limpeza – cheque o percentual que você gasta mensalmente na higiene pessoal e limpeza ambiental em relação aos produtos para a sua saúde, em comida saudável - nossos lares ficam mais poluídos por dentro do que toda a poluição calamitosa do meio ambiente. Vide os materiais de nossos móveis, objetos e utensílios domésticos e os próprios gêneros de “primeira necessidade” – embalados e contendo plástico, cujos solventes de sua fórmula são voláteis, metais pesados, colas, alta química germicida, pesticida, bactericida e os aromatizantes, corantes e conservantes –, estes últimos contidos nos alimentos processados, “refinados” (ui!).
A notícia boa é: coma menos, limpe-se menos, cuide-se mais. Em outras palavras: mudança radical de padrão de consumo e estilo de vida. Sem isso, não adianta falar de saúde mental, do corpo e do meio ambiente total. É tudo abobrinha, ou meio de um punhado de gente engordar sua conta bancária e sujar as nossas vidas e almas. Qualquer relação dos nomes abaixo com esse assunto não é mera coincidência:
Diretoria do grupo farmacêutico Pfizer:
M. Anthony Burns, diretor do J P Morgan Chase; Willian H Gray, diretor do J P Morgan Chase; Willian Howell, diretor da Exxon Mobil; Henry MacKinnell, diretor da Exxon Mobil; Diretoria da Exxon Mobil: Lee R Raymond, Chairman do J P Morgan Chase; Helene Kaplan, diretora do J P Morgan Chase; Diretoria da Merck: Willian Harrison Jr, Chairman do J P Morgan; Lawrence Bossidy, diretor do J P Morgan; Memorial Sloan Kettering Cancer Center: Laurence L Rockefeller, Co-Chairman da Exxon... As coincidências são muitas, não cabem todas aqui.
Comprar faz mal à saúde
Renata Leal
Vicki Robin costuma se comparar a uma missionáriaque viaja pelo mundo aplicando vacinas. Uma dasfundadoras do movimento Simplicidade Voluntária, a escritora americana prega a abstinência do luxo, orespeito ao meio ambiente e considera que o grandemal do planeta é o consumismo. Chamada pelo jornal The New York Times de 'profeta dos enxugadores doconsumo', ela está no Brasil para uma série depalestras em várias capitais. Nelas, tenta ensinar os ouvintes a não buscar a felicidade no shopping, a pensar duas vezes para abrir a carteira e afazer um exercício antes de comprar qualquercoisa: calcular quantas horas de trabalho foramnecessárias para ganhar o dinheiro que se pretende gastar.
VICKI ROBIN MISSIONÁRIA
Vicki percorre o mundo ensinando a não gastar dinheiro
Quem é ela
Americana, tem 60 anos, viúva, sem filhos. Vive com umagata, Sophie O que ela fazÉ escritora, graduada pela Universidade Brown Que livros escreveuSeu Dinheiro ou Sua Vida, traduzido para dez idiomas. Em2007, lançará Se Este É um País Livre, Por Que não Me SintoLivre? (título provisório) Thais Antunes/ÉPOCA
ÉPOCA - Por que se consome tanto hoje em dia?Vicki Robin - Porque a cultura do consumismo vende avergonha. Se a propaganda puder envergonhar alguém, terá umconsumidor em potencial. As pessoas se envergonham de nãoter algo. E correm às compras para cobrir essa vergonhaimediatamente. Dessa forma, nossa cultura vende vergonha esentimento de inferioridade. E ninguém quer ser inferior aosoutros.
ÉPOCA - Como isso acontece?Vicki - As propagandas passam a idéia de que você é infeliz,gorda e feia. Ao comprar determinado produto, porém, poderáser feliz, jovem, magra. E com namorado. Sutilmente, dizemque podem melhorar sua vida. Além disso, a cultura doconsumo corta a ligação com a família. Quem tem amigos nãoconsome tanto. Quando se tem família, tudo acontece ao redordela. Longe de ambos, é preciso pagar por tudo. O consumismocresce quando essas ligações são rompidas. O consumismo nosensina que o mundo é morto, sem vida. Ele faz você se sentirsozinho. Por isso, tento reconectar as pessoas entre si ecom seu mundo interior.
ÉPOCA - No livro Seu Dinheiro ou Sua Vida, a senhoraensina a calcular o salário real. Como se faz isso?Vicki - Vamos pensar em alguém que ganha R$ 20 por hora. Elepaga impostos e gasta com transporte, alimentação e roupaspara trabalhar. Na verdade, então, ganha cerca de R$ 10.Além disso, não trabalha apenas as oito horas no escritório.Com o trânsito de São Paulo, arrisco dizer que as pessoasdevem gastar duas horas por dia para ir e voltar. E outrastantas se preparando para o trabalho - sempre resta umrelatório para ler em casa. Então, não são mais R$ 10, masapenas uns R$ 5. Quando você se dá conta do tempo que ascoisas exigem, vê que uma blusa não custa R$ 75, mas sim 15horas de seu trabalho. Se pensar assim, comprará menos. Acura para essa loucura do consumismo está na consciência.Não é para deixar de comprar. É deixar de buscar afelicidade nas compras. Não é uma maneira de dizer que oconsumo é ruim e que você não deve praticá-lo. A questão édespertar desse pesadelo chamado consumismo. ''O consumismo enche todas as horas de nosso dia.É a doença do muito. Não temos tempo sequer parapensar no que realmente queremos''
ÉPOCA - O que os leitores do livro relatam?Vicki - As pessoas que seguem os passos ensinados diminuemseus gastos em cerca de 20%. Elas sentem que têm o controlede sua vida e são inteligentes. Às vezes, ficam orgulhosaspor haver despertado isso também nos outros. É importantesaber que as blusas ou cadeiras que compramos consomem parteda energia vital da Terra. Não usamos apenas os recursosrenováveis, mas também arrancamos mais árvores do que afloresta tem capacidade de repor.
ÉPOCA - As pessoas são mais felizes se compram mais?Vicki - É o que chamamos de curva da felicidade. Quando vocêcompra o que é necessário para sobreviver, há muita alegriaem relação ao valor gasto. Quando é por conforto, a alegriaé menor. Depois de certo ponto, comprar não dá maisfelicidade. Tudo será lixo - coisas que você compra, mas quenão lhe dão nada. Pode ser até mesmo uma casa.
ÉPOCA - Existe uma receita para viver com simplicidade?Vicki - É uma vida com intenções, na qual a pessoa pensa emseus valores e no que é importante. É uma maneira derefletir sobre o que está acontecendo. Quem sonha muito nãoestá refletindo. Se refletimos, podemos nos distanciar dosassuntos e ponderar melhor. Depois, voltamos ao curso normalda vida com mais consciência. Muitas vezes, numa sociedadeconsumista, as pessoas se dão conta de que têm muito,consomem muito, fazem tudo muito rápido e não têm horassuficientes para fazer o que realmente querem. É a doença domuito. O consumismo nos distrai e enche todas as horas dodia. Quando estamos cansados, não temos tempo sequer parapensar no que realmente queremos. Vida simples é viver com osuficiente, o essencial.
ÉPOCA - É possível levar uma vida simples nas grandescidades?Vicki - Sim, na cidade ou no campo, sem que seja precisoplantar suas verduras. Na cidade estamos mais abertos aoconsumismo. No entanto, podemos fazer mais coisas com osamigos, o que no campo é difícil. E também temos a opção denão consumir indo à biblioteca em vez de comprar um livro.
GASTAR, GASTAR
Consumidores em shopping da Califórnia
ÉPOCA - As crianças de hoje começam a consumir muito cedo.Existe um modo de minimizar isso?Vicki - A indústria de propaganda mira conscientemente ascrianças. Sabe que, se as ensinam cedo a tomar Coca-Cola emvez de Pepsi, a vida inteira consumirão Coca-Cola sem se darconta. As agências de propaganda sabem detalhes como o tomde vermelho de que uma criança de 2 anos gosta. As criançasficam muito tempo em frente à televisão. Nos primeiros cincoanos, aprendem a realidade por meio da TV. Por isso é muitodifícil uma pessoa, ao chegar aos 40, se dar conta de quealgo que ela entende desde a infância como verdade não éverdade. A Coca-Cola vai ser melhor que a Pepsi parasempre.
ÉPOCA - As pessoas nunca se dão conta disso?Vicki - O ser humano só descobre o que quer ao ver o que ooutro tem. Nessa cultura da propaganda, vemos muita gentecom muito mais que nós. O estilo de vida dos ricos está nasrevistas. Disso surgem os desejos. Se você não pode teralgo, fica deprimido. Compra para não se sentir pior que ooutro. É o que acontece com os negros americanos, quecompram para ser como os brancos. Nos Estados Unidos, somostão racistas que os negros se endividam para comprar asmesmas coisas que os brancos. Com isso, criam dívidasenormes.
ÉPOCA - Muitas pessoas dizem que têm o direito de gastar oque querem porque ganham seu dinheiro. O que dizer aelas?Vicki - É a lei do consumismo. Se tenho dinheiro, possocomprar o que quero sem pensar. É muito difícil confrontaressas pessoas, pois a cultura nos diz que isso é correto.
sábado, fevereiro 11, 2006
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