Poderia ser o pobre e o rico, o feio e o bonito e blá, blá, blá. Após um razoável mergulho num manancial de informação sobre o assunto do título, chega-se facilmente à conclusão de que se vive num caldo poluído de ideologias equivocadas, evolução manipulada do conhecimento e à mercê da ciência, que por sua vez é mantida pelas regras dos poderes econômico e político. Como se a ciência fosse maior do que Deus, exista ou não o Deus aclamado por cada crença. Isto é, se a ciência autoriza, então a gente acredita. E, para a ciência autorizar, o objeto tem que ser experimentado em laboratório, daí ela cria um rótulo aceito pela sociedade. Experiência esta baseada na física do esquartejador newtoniano que vai por partes, para destrinchar o todo, e na matemática linear que não contesta a soma de dois mais dois. Ora, está provado quanticamente que nem sempre é quatro.
A ciência não aceita nenhum postulado que não tenha base estatística. Se eu sou um número, logo você é um número também e nós existimos. Quando muito tolera que a teoria da complexidade, algorítmica, baseada em incidentes multifacetados e contínuos, seja algo a se ponderar. Assim, segue a vida, febril, e ninguém interdita a ciência até prova em contrário. Muita filosofia para nada? Então contemple o seguinte:
Desde que o pasteurismo legou ao mundo o princípio dos germes como ameaça externa ao corpo do homem, a pandemia contra a suposta sujeira ao nosso redor foi instaurada. Não é por acaso que na mesma época eclodia o ovo da era industrial, dando origem ao megapatolossontauro (bicho criado especialmente para esta crônica) conhecido nas esquinas como indústria farmacêutica. Esse bicho medonho é primo-irmão da indústria petroquímica que produz todas as embalagens e conteúdos limpadores ambientais, e corporais epidérmicos. O corporal mesodérmico, no meio da gente, é limpo pelos excrementos do megapatolossontauro. Dos remédios de “ação esperada” (as ações não esperadas são um “azar” do paciente) ao flúor, um resíduo de petróleo que a gente acredita passivamente que não seja cancerígeno.
Está muito escatológico? Fique tranqüilo, vai piorar.
Repare que há apenas aproximadamente 100 anos a mesa do homem é farta, isto é, a comida está acessível em cada birosca moderna. Antes disso ela era difícil de ser conseguida. Caçar, limpar a caça, arar a terra, plantar, esperar, colher, catar coquinho no mato. Imagine. Até para cozinhar não havia moleza. Hoje basta o apertar de teclas e pop! A pipoca, o arroz, o frango, o pernil estão prontos no microondas. E, além de farta, esta comida é milionária em valores calóricos, em gordura, em glicoses, e de uma série de sujeiras invisíveis. Não percebemos que nosso intestino continua com os aproximados 10 a 12 metros de sempre. Onde enfiar toda essa fartura? Como a máquina homem irá processar tudo isso na velocidade em que se come? Tem gente que engorda tanto que vai alterando geneticamente as gerações futuras da sua prole.
Enquanto isso, ao comprar produtos de limpeza – cheque o percentual que você gasta mensalmente na higiene pessoal e limpeza ambiental em relação aos produtos para a sua saúde, em comida saudável - nossos lares ficam mais poluídos por dentro do que toda a poluição calamitosa do meio ambiente. Vide os materiais de nossos móveis, objetos e utensílios domésticos e os próprios gêneros de “primeira necessidade” – embalados e contendo plástico, cujos solventes de sua fórmula são voláteis, metais pesados, colas, alta química germicida, pesticida, bactericida e os aromatizantes, corantes e conservantes –, estes últimos contidos nos alimentos processados, “refinados” (ui!).
A notícia boa é: coma menos, limpe-se menos, cuide-se mais. Em outras palavras: mudança radical de padrão de consumo e estilo de vida. Sem isso, não adianta falar de saúde mental, do corpo e do meio ambiente total. É tudo abobrinha, ou meio de um punhado de gente engordar sua conta bancária e sujar as nossas vidas e almas. Qualquer relação dos nomes abaixo com esse assunto não é mera coincidência:
Diretoria do grupo farmacêutico Pfizer:
M. Anthony Burns, diretor do J P Morgan Chase; Willian H Gray, diretor do J P Morgan Chase; Willian Howell, diretor da Exxon Mobil; Henry MacKinnell, diretor da Exxon Mobil; Diretoria da Exxon Mobil: Lee R Raymond, Chairman do J P Morgan Chase; Helene Kaplan, diretora do J P Morgan Chase; Diretoria da Merck: Willian Harrison Jr, Chairman do J P Morgan; Lawrence Bossidy, diretor do J P Morgan; Memorial Sloan Kettering Cancer Center: Laurence L Rockefeller, Co-Chairman da Exxon... As coincidências são muitas, não cabem todas aqui.
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